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Madri tenta neutralizar colégios eleitorais na Catalunha

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As forças de ordem espanholas tentavam nesta terça-feira neutralizar os colégios eleitorais que os dirigentes separatistas da Catalunha querem habilitar para seu referendo de autodeterminação, enquanto o chefe de governo, Mario Rajoy, se reunia com Donald Trump em Washington em busca de apoio.



A Polícia regional catalã tem ordem da Procuradoria de identificar os responsáveis dos colégios eleitorais que irão abrir no domingo.

A Procuradoria pediu que essas pessoas compareçam como testemunhas para entregar a documentação que possuem relacionada com a consulta, e advertiu-as de sua obrigação de não ceder tais centros para a votação, proibida pela Justiça.

A ordem foi transmitida e será executada com toda normalidade, declarou um porta-voz da Polícia catalã, os Mossos dEsquadra.

A atuação desta Polícia, que é autônoma mas está submetida à legislação do Estado espanhol, é essencial. Por isso, e como parte de seu empenha para impedir a consulta, o Ministério do Interior a colocou neste fim de semana sob tutela parcial.

Força total contra a consulta

Ao apontar para os colégios eleitorais, a Procuradoria se aprofunda em um plano destinado a impedir todos os passos até a organização do referendo. Desde meados de setembro a Justiça ameaça os prefeitos que forem fornecer os locais para a votação, assim como os funcionários de outras instituições que participarem de sua organização.

A comissão eleitoral criada expressamente para o referendo teve que renunciar em bloco, depois que o Tribunal Constitucional lhe impôs multas diárias de 12.000 euros.

Diante destas medidas, as autoridades separatistas que governam esta região denunciam métodos repressivos de Madri.

Por outro lado, os separatistas comemoram a publicação em diversos veículos estrangeiros de editoriais que pedem a celebração de um referendo legal, ou uma maior flexibilidade do governo de Mariano Rajoy em uma Catalunha dividida.

Uma fonte diplomática espanhola disse ter consciência dessa afirmação de que estariam perdendo a batalha da comunicação. Mas é mais difícil contar a verdade do que a mentira. O governo repete que quer proteger a Constituição e que não autoriza este tipo de consulta, assim como ocorre em França e Itália.

E destaca que os separatistas adotaram a lei do referendo sem deixar que a oposição a debatesse em profundidade, e por uma votação de maioria simples, quando para textos menos importantes a legislação catalã exige uma maioria de dois terços da Câmara.


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