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Tenente-general pede respeito e dignidade ao falar sobre racismo na Força Aérea norte-americana

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O tenente-general Jay Silveria, chefe da Academia de Força Aérea norte-americana, reuniu mais de quatro mil cadetes na quinta-feira e veio responder em público a um episódio de racismo que ocorreu recentemente nos dormitórios.

Se não conseguem tratar alguém com dignidade e respeito, então vão embora, afirmou.

Não é todos os dias que um superintendente da Força Aérea norte-americana deixa uma reprimenda pública aos seus cadetes por questões internas. Foi o caso do tenente-general Jay Silveria, que na quinta-feira reuniu todos os alunos da sua divisão e discursou durante mais de cinco minutos sobre racismo e respeito mútuo dentro das Forças Armadas.

A advertência surgiu na sequência de um caso de racismo na Academia da Força Aérea. Na última terça-feira, vários quartos de alunos negros foram rabiscados e grafitados com mensagens de ódio. Numa fotografia colocada nas redes sociais, pode ler-se uma das mensagens de teor racista: Vai para casa, negro. [nigger, na formulação pejorativa, considerada insultuosa no vocabulário norte-americano].

Isto é a razão pela qual estou magoada. Espera-se destes jovens que se unam e se protejam uns aos outros e ao país. Afinal, com quem é que o meu filho vai ter de ter cuidado? escreveu no Facebook a mãe de um dos jovens visados, um post que foi entretanto apagado.


A resposta da Academia surgiu em forma de reprimenda geral: Este é um tipo de comportamento que não tem lugar na escola, não tem lugar nesta Academia, nem tem lugar nas Forças Armadas dos Estados Unidos, frisou o tenente-general num discurso entusiástico, publicado esta quinta-feira no Youtube da Academia de Forças Armadas.

No público, além dos quatro mil cadetes, mais 1500 pessoas assistiram ao discurso do tenente-general, entre professores, treinadores e funcionários de uma das alas da Base Aérea que acolhe a Academia de treino.

Se ficaram revoltados com estas palavras, então estão no lugar certo. Devem estar revoltados não só como aviadores, mas também como seres humanos, disse o responsável. Para garantir que os seus alunos registavam as palavras, o chefe da Academia da Força Aérea pediu várias vezes que os cadetes gravassem o discurso nos seus telemóveis.


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