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Procuradoria pede prisão preventiva de vice do Equador por caso Odebrecht

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O procurador-geral do Equador, Carlos Baca, pediu nesta segunda-feira (2) à Justiça que determine a prisão preventiva do vice-presidente Jorge Glas, alvo de investigação sobre o pagamento de propinas pela construtora brasileira Odebrecht no país.



A Procuradoria, que no domingo encerrou a etapa de instrução deste milionário caso de corrupção de alcance continental, que no Equador envolve 18 pessoas e nos próximos dias deve apresentar ou desconsiderar acusações contra o vice-presidente, também solicitou para ele a proibição de alienar bens e a retenção de contas.

O juiz Miguel Jurado poderia decidir já nesta segunda se aceita o pedido ou não do procurador, que também solicitou a prisão preventiva em um centro de detenção de um tio de Glas, Ricardo Rivera, sobre quem já pesa a prisão domiciliar, por ter mais de 65 anos.

Rivera está sob essa medida por suposto delito de associação ilícita para obter benefícios em contratos outorgados a Odebrecht.

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Glas é acusado por José Conceição Santos Filho, um delator da Odebrecht, de ter recebido subornos de US$ 16 milhões da construtora por meio de Rivera.

Segundo Santos, Glas pediu US$ 1 milhão para a campanha governista nas eleições regionais de 2014. Santos, porém, não declarou se o montante foi pago ao Aliança País, mesmo partido do ex-presidente Rafael Correa e do atual mandatário, Lenín Moreno. Na votação, a sigla obteve o comando da maioria das cidades do país.

Há cerca de dois meses, Glas foi afastado por Lenín Moreno das funções de vice, que exercia desde 2013. Desde 2007, estava a cargo de setores estratégicos no governo de Rafael Correa. Glas se diz inocente e que prefere ser preso a fugir de maneira covarde.

O caso Odebrecht veio à tona no Equador em dezembro do ano passado, após o Departamento de Justiça dos EUA revelar que a empresa pagou US$ 33,5 milhões a funcionários do governo equatoriano entre 2007 e 2016.


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