HOME
BLOG
CULINÁRIA
NOTÍCIAS
SHOP
VÍDEOS
NOTÍCIAS: / Brasil / Celebridades / Economia / Esporte / Mundo / Política / Tecnologia

PM condenado pelo assassinato de sem-terra é recebido com carreata em Bagé, RS

Assuntos Relacionados:
| sem-terra | assassinado | Brigada Militar | Bagé | Sociedade Rural


O sargento da Brigada Militar Alexandre Curto dos Santos, condenado em primeira instância a 12 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do sem-terra Elton de Medeiros Brum em São Gabriel, foi libertado no sábado, 30 de setembro, e recebido com festa e carreata na cidade de Bagé, onde mora.

Alexandre foi beneficiado por um habeas corpus concedido pelo desembargador Manuel José Martinez Lucas na sexta-feira, 29, a pedido da defesa. Com a decisão, o PM deverá responder em liberdade ao recurso contra a condenação.


A recepção a Alexandre foi emblemática: colegas de farda, familiares, ruralistas e apoiadores o levaram em carreata até a Sociedade Rural de Bagé, escoltado por três viaturas da Brigada Militar, duas motos e um carro da Polícia Civil. Lá, foi homenageado com discursos e fogos. Mais de 200 pessoas e aproximadamente 120 veículos aguardavam o PM.

Alexandre, que segundo a Justiça matou Elton pelas costas, sem lhe dar chance de defesa, continuou negando a intenção de cometer o crime.

O policial militar foi condenado por um júri popular no último dia 21 de setembro. O crime ocorreu no dia 21 de agosto de 2009, durante a reintegração de posse da Fazenda Southall – um latifúndio em torno de 10 mil hectares localizado em São Gabriel, na Fronteira Oeste.

Veja Também
Jovem é morto a tiros dentro da própria residência em Concórdia, SC
PM do Rio ocupa o Complexo do Lins à procura de homens que mataram coronel


A ação da Brigada Militar contra cerca de 500 famílias do MST resultou em dezenas de feridos e na morte de Elton, aos 44 anos de idade. Ele deixou a esposa viúva e uma filha menor de idade.

No despacho, o desembargador reconheceu que a lei de processo penal não prevê possibilidade de habeas corpus para homicídio qualificado, mas considerou que há jurisprudência favorável quando flagrante a ilegalidade da segregação do paciente, como a meu juízo ocorre no caso.

O desembargador justificou que o crime foi cometido no já remoto ano de 2009 e que, nesse período, o réu respondeu a todo o processo em liberdade, não havendo nos autos qualquer indicativo de que tenha se envolvido em qualquer outra infração penal.


Super Oferta

HashFlare