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Venezuela confirma detenção de jovem brasileiro



O governo brasileiro recebeu as primeiras informações sobre a localização do catarinense Jonatan Moisés Diniz, preso em 27 de dezembro na Venezuela sob a acusação de pertencer a uma organização criminosa contrária ao governo de Nicolás Maduro.

Integrantes do Itamaraty dizem que, segundo os relatos das autoridades venezuelanas, o brasileiro passa bem e está detido na sede do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência, a polícia política do chavismo), em Caracas.


O Brasil só foi informado sobre a localização de Diniz nesta sexta (5). Até então, a Venezuela se recusava a fornecer informações sobre o caso e chegou a negar que ele estivesse na sede do Sebin. O Ministério das Relações Exteriores contatou a família de Diniz na manhã desta sexta (5) para transmitir as informações a seus parentes.

Detenção

A prisão de Diniz foi anunciada em 27 de dezembro pelo número dois do chavismo, Diosdado Cabello. O catarinense foi capturado com três venezuelanos no Estado de Vargas, a norte de Caracas. Desde então, o regime chavista não havia feito novos comentários sobre o caso.


Diniz mora em Los Angeles e chegou à Venezuela no início de dezembro, 20 dias antes de sua detenção. No mesmo período, pediu doações a seus seguidores nas redes sociais para comprar comida e brinquedos para crianças e moradores de rua.

Os artigos eram pedidos também em nome de uma organização chamada Time to Change the Earth, cuja única referência existente são páginas em redes sociais criadas em novembro pelo brasileiro.

Para Cabello, a suposta entidade buscava obter financiamento e detectar objetivos estratégicos. Tomando por base a residência do catarinense nos EUA, o dirigente também o acusou de trabalhar para a CIA.

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Como prova para incriminá-lo, apresentou bonés da ONG e postagens de Diniz a favor dos protestos contra Maduro, a maioria delas datada do período entre maio e agosto, auge das manifestações.

Na mesma época, Diniz morava em Caracas. Pela lei venezuelana, estrangeiros podem ser expulsos se violarem a segurança da população, a ordem pública ou cometerem delitos contra os direitos humanos.

A Constituição fixa que eles não têm direitos políticos, o que poderia ser estendido a protestos -a regra é a mesma do Brasil e de países como Chile, México e Equador.


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